Quem nunca desistiu de um personagem alegando que “ele não consegue fazer nada”? Ou conhece alguém que sempre joga com personagens combatentes por que se diverte mais? Se você é mestre e está vendo seus jogadores trocarem de personagens ou sempre buscarem os porradeiros, acorde! O problema pode estar em você!
Quando vou criar um personagem de RPG sempre fico atento (entre outras coisas) a como ele se encaixa no sistema de jogo. Ou seja, como eu vou me divertir durante o jogo usando as regras, jogando dados e superando testes. Posso estar indo na contra-mão dos RPGs indies mais recentes, mas arrisco dizer que o “Game” do RPG é tão importante quanto o Rollerplay. D&D 4ª está ai fazendo sucesso não é atoa!
Já reparou que na grande parte dos sistemas, o combate é o que mais carrega regras? Mesmo os que tem foco mais narrativo? Isso por que a maior parte dos grandes sistemas de combate são resolvidos por turnos, e portanto precisam se desmembrar tornando-se mais complexo e detalhado. E o que ocorre muitas vezes é que acabamos sentimos (mesmo que sem querer) que o combate é a parte do sistema mais importante do jogo, e o que leva muitos jogadores a quererem apenas combatentes como personagens, ou a não se divertir tanto quando optam por personagens de outro estilo. Afinal de contas, a interpretação independe de regras, e qualquer combatente pode muito bem ser um poço de profundidade. Continuar lendo ‘Democratizando o “G” do seu “RPG”’
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