Archive for the 'Inteligência' Category

Democratizando o “G” do seu “RPG”

Quem nunca desistiu de um personagem alegando que “ele não consegue fazer nada”? Ou conhece alguém que sempre joga com personagens combatentes por que se diverte mais? Se você é mestre e está vendo seus jogadores trocarem de personagens ou sempre buscarem os porradeiros, acorde! O problema pode estar em você!

Quando vou criar um personagem de RPG sempre fico atento (entre outras coisas) a como ele se encaixa no sistema de jogo. Ou seja, como eu vou me divertir durante o jogo usando as regras, jogando dados e superando testes. Posso estar indo na contra-mão dos RPGs indies mais recentes, mas arrisco dizer que o “Game” do RPG é tão importante quanto o Rollerplay. D&D 4ª está ai fazendo sucesso não é atoa!

Já reparou que na grande parte dos sistemas, o combate é o que mais carrega regras? Mesmo os que tem foco mais narrativo? Isso por que a maior parte dos grandes sistemas de combate são resolvidos por turnos, e portanto precisam se desmembrar tornando-se mais complexo e detalhado. E o que ocorre muitas vezes é que acabamos sentimos (mesmo que sem querer) que o combate é a parte do sistema mais importante do jogo, e o que leva muitos jogadores a quererem apenas combatentes como personagens, ou a não se divertir tanto quando optam por personagens de outro estilo. Afinal de contas, a interpretação independe de regras, e qualquer combatente pode muito bem ser um poço de profundidade. Continue lendo ‘Democratizando o “G” do seu “RPG”’

Mistério para jogadores mais inteligentes que você.

O que fazer quando o mistério que propormos na sessão de jogo, que passamos um tempão desenvolvendo, é desvendado em um minuto?

Eu não sei se isso é comum, mas na minha mesa de jogo tenho um jogador  com um raciocínio lógico superior ao meu. Conheço a cara a anos e sei que ele consegue juntar muito bem as pistas e chegar logo a resposta, finalizando rapidamente o que deveria ser “o grande mistério da sessão”.

Portanto vou deixar aqui as dicas de como eu procedo nessa situação, para que minha sessão não perca rapidamente o encanto. Continue lendo ‘Mistério para jogadores mais inteligentes que você.’

Entrando no RPG

Ali estava. Ele mal podia acreditar que era verdade. Quando ouviu que aquele livro existia ele não acreditou mesmo querendo acreditar, sabia que não devia perder seu tempo correndo atrás e mesmo assim foi. Agora tinha ele na sua frente. Todo aqueles segredos, todo aquele poder, todas as informações que precisava para moldar a realidade ao seu bel-prazer estavam em suas mão. Tudo graças ao comentário de um desconhecido. “É verdade” ele pensou “o destino tem seus meios…”

Quando fui ao RPGCON percebi que ele estava lotado… de velhos!  Não que isso seja ruim, mas senti falta da criançada de 12 anos que sempre tinha os olhos brilhando para aquele mundo infinito de imaginação.

07_-_O_Templo_do_TerrorQuando eu tinha lá meus 10 anos de idade, tive que fazer aulas na igreja do bairro para minha 1ª comunhão. Eu fazia de tarde e um garoto que conheci fazia de manhã. Ele quase nunca ia, mas agente conversava de vez em quando. Eu contava como era bacana jogar video-game e jogo da vida, e ele um belo dia me disse: “Eu não jogo esses jogos ai não, jogo um melhor ainda e que você pode ser quem você quiser e fazer o que quiser. Se chama RPG”. Nessa hora minha mente entrou em colapso!  Como assim ser quem você quiser? Pode ser o Batman, o Wolverine, o Ryu? E podia.
Depois disso procurei em todas as livrarias aquelas três letrinhas mágicas, e após muita procura finalmente achei! Chamava Aventuras Fantásticas “O templo do terror” e tinha um monstrengo animal na capa! Foi 9 reais e uns quebrados (carinho pra época), meu ticket para o mundo do RPG.

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Guerreiros palermas, ao ataque!

Aquela criatura verde escura em seus quase dois metros de altura estava furiosa, bufando e se debatendo freneticamente em sua sede de sangue. Em instantes sua jaula se abriu e ela saiu em meio a urros e pancadas, correu pela arena em busca de sua mais nova refeição,  procurando farejar algo que poderia ser medo e urina nas calças de mais um coitado entregue à morte. Prontamente encontrou seu alvo, mas ao contrário de outros tantos que já devorara esse não exalava medo em seu odor e nem mesmo bravura, seus olhos demonstravam apenas um sentimento de serenidade e resignação. O monstro não se importava com isso e em uma investida cavalar lançou-se sobre o homem indefeso com suas garras afiadas e… errou o golpe!

MMAA pouco tempo atrás estive refletindo sobre como muitos sistemas de RPG tratam o combate, mais especificamente no que se refere a tentar acertar o seu adversário. A maioria deles considera que existe uma porcentagem muitas vezes grande de não se acertar o golpe corpo a corpo, como dar um soco ou espadada. Isso faz sentido quando se tem um adversário muito competente tentando se esquivar de cada uma de suas investida, e na maioria dos casos em que vemos lutas reais (como no Vale Tudo ou no MMA) os combatentes não erram seus golpes. Quando não acertam é porque são bloqueados ou o adversário desvia deles.

Acontece que em sistemas como o GURPS (por exemplo), você deve rolar para ver se acerta o golpe e depois o adversário joga pra ver se esquiva, ou bloqueia. Caramba! O guerreiro que usa sua espada diariamente não deveria tentar acertar, mas sim o adversário que deveria tentar esquivar e defender, por que o guerreiro vai acerta com certeza! Talvez apenas no caso de acertar uma parte específica do corpo um teste se faça necessário.

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